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O potencial ainda pouco explorado da Internet das Coisas

Potencial IoT

Atualmente falamos com naturalidade sobre cidades inteligentes. Grandes metrópoles já utilizam IoT para integrar as mais diversas ações.

A grande mudança que a Internet das Coisas (IoT – Internet of Things) trará para a vida das pessoas está além da facilidade de se preparar um café, programar um banho quente ou economizar na conta de luz. Dar conectividade a objetos e abrir espaço para comandos inteligentes em inúmeras tarefas do dia a dia é um dos principais propósitos de IoT. Mas não é só isso. IoT significa aumentar a produtividade no trabalho, melhorar a mobilidade e as condições de segurança e agilizar processos por exemplo.

Quando o uso das cartas foi substituído pelo e-mail, por exemplo, as vantagens não se limitavam à facilidade de diagramar. Essa evolução tecnológica permitiu ao usuário, entre outras atividades, interações em tempo real e conexão entre diversas pessoas ao mesmo. Mudanças importantes, sem dúvidas, que foram ampliadas a partir da conectividade. Com IoT, o cenário se repete: interconectados, objetos ganharão funções e trarão benefícios até então pouco imaginados a nossas vidas.

Utilização prática

Já existem diversos exemplos práticos de utilização de IoT no ambiente residencial. Lâmpada, câmeras e controles que tornam as casas “inteligentes” auxiliam em tarefas e na personalização de ambientes. No meio corporativo, IoT já está em sensores capazes de identificar a presença de funcionários e liberar o acesso. Outro exemplo da presença de IoT é em dispositivos que verificam a necessidade de manutenção de máquinas e em sistemas de rastreamento em tempo real de diferentes ativos, como, veículos e equipamentos de TI. Tudo muito empolgante, mas é só o começo.

Atualmente falamos com naturalidade sobre cidades inteligentes. Grandes metrópoles já utilizam IoT para integrar ações de segurança, transporte, saneamento, saúde e educação. Um exemplo muito interessante é San Diego, nos Estados Unidos, onde uma rede de dispositivos conectados emite dados frequentes sobre clima, iluminação, som, trânsito e estacionamento para uma plataforma em nuvem, a partir da qual desenvolvedores podem criar aplicações com diversos objetivos: aumentar a eficiência no consumo de energia, monitorar perigos e desastres naturais, melhorar o transito e também apoiar na prevenção e monitoramento de crimes.

Brasil

No Brasil, barreiras importantes como preço e conectividade devem atrasar a popularização da tecnologia. A conectividade dos dispositivos de IoT irá realmente atingir seu pleno potencial quando as tecnologias de 5G (que permite alta velocidade e baixa latência e de NarrowBand-IoT (que prove uma cobertura de longo alcance com baixo consumo de bateria dos dispositivos) estiverem presentes em todos os ambientes do nosso dia a dia. Porém, o preço da tecnologia, irá depender de ganhos de escala, que devem ocorrer nos próximos anos.

Do ponto de vista dos provedores, um desafio será oferecer boa experiência ao usuário, questão tratada como fundamental. Segundo a consultoria global, a experiência do usuário de IoT abrangerá uma vasta lista de tecnologias e técnicas de design e será impulsionada por fatores como novos sensores, algoritmos, arquiteturas de experiência e contexto, além de experiências sociais detectáveis. Com o crescente número de interações entre dispositivos sem telas e teclados, os designers de IoT serão obrigados a usar tecnologias inovadoras, como reconhecimento de voz e imagem, e a adotar outras perspectivas para oferecer experiências positivas aos usuários.

Investimentos em IoT

Em relação aos investimentos na área, a consultoria IDC projeta que o segmento de IoT movimentará US$ 745 bilhões no mundo em 2019, com potencial para ultrapassar a marca de US$ 1 trilhão em 2022, puxado, principalmente, por aportes dos setores industrial e de varejo. No Brasil, estima-se que o setor receba US$ 9 bilhões neste ano. Isso, impulsionado pelas aplicações no agronegócio, na saúde e na prestação de serviços públicos. A expectativa de crescimento anual, até 2022, está acima de 20%.

Diante de números tão expressivos e do interesse pela tecnologia, pode-se pensar que em breve será usual a cortina se abrir sozinha pela manhã, a temperatura do chuveiro ser programada pelo celular, a geladeira avisar sobre os alimentos que estão acabando e por aí em diante. Há uma longa trajetória pela frente até que a Internet das Coisas de fato mude a rotina das pessoas. Preço e conectividade são barreiras consideráveis, sem falar do domínio em tecnologias inovadoras e recentes. Para que IoT seja onipresente, as cidades, empresas e pessoas terão que se preparar, e isso leva tempo. Porém, uma vez adaptadas, é um caminho sem volta.

Segundo informações de Olhar Digital

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