7 mitos sobre a energia solar

energia-uptu

Investir neste tipo de fornecimento de eletricidade pode ter um custo inicial alto, mas, a longo prazo, a economia pode ser bastante vantajosa.

Com as contas de luz cada vez mais caras e as quedas constantes no fornecimento de energia elétrica, muitos têm buscado alternativas para abastecer as suas casas. Uma das modalidades que tem encontrado adeptos, em especial pelo seu apelo sustentável, é a energia solar.

“Apesar do crescimento acelerado, esse mercado continua longe de atingir o seu potencial total no Brasil. Atualmente, menos de 2% dos telhados residenciais possuem sistemas solares instalados”, conta a arquiteta e urbanista Patrícia Peter Furtado, professora do Senac-RS.

Esse sistema de energia renovável usa uma fonte gratuita e abundante – a luz e o calor natural provenientes do sol – para gerar eletricidade por meio de painéis fotovoltaicos. A eletricidade gerada pode ser usada imediatamente ou armazenada em baterias para uso posterior.

“A luz solar é absorvida pelas células fotovoltaicas que compõem as placas, gerando uma corrente contínua. Em seguida, é transformada em corrente alternada, compatível com os aparelhos eletrônicos que usamos em nossas casas”, explica Andre Sanchez, gestor de energia solar da NHS Sistemas de Energia.

Vantagens e desvantagens

Apesar de bastante atraente em um país de clima tropical como o Brasil, a energia solar ainda tem um custo inicial de instalação bastante alto. Mas, segundo os especialistas, esse valor acaba sendo diluído com a economia gerada nas tarifas elétricas.

“O retorno financeiro acontece ao longo do tempo, com a redução da conta de luz. Além disso, hoje já existem financiamentos e incentivos que facilitam a aquisição”, indica Patrícia.

Ela explica que, para uma conta de luz com custo médio de R$ 200, seria necessário investir uma área de 17 m² de placas fotovoltaicas – cerca de cinco módulos de placas –, ao custo de R$ 8 mil a R$ 10 mil. “A estimativa de retorno do valor de investimento é de, no máximo, cinco anos”, afirma.

Entre as desvantagens, está, ainda, a captação dependente das condições climáticas e a exigência de espaços de tamanho adequado para a instalação das placas, o que nem sempre existe.

Por outro lado, a energia solar tem um baixo custo de manutenção e favorece a autonomia energética, o que deixa a residência menos dependente da rede elétrica e suscetível a apagões.

Instalação das placas

A instalação das placas fotovoltaicas pode ser feita em telhados residenciais ou comerciais, no solo de terrenos amplos (fazendas solares) ou em coberturas de estacionamentos. Um estudo prévio de viabilidade deve ser feito antes de se realizar o projeto. “As estruturas de solo são ideais em casos de telhados inadequados ou quando o proprietário deseja otimizar o uso da energia”, afirma Andre.

Os painéis devem ser posicionados para capturar o máximo de luz solar, considerando a inclinação e a direção do sol. “Empresas especializadas realizam o desenho, a instalação e a homologação do sistema junto à concessionária de energia”, detalha Patrícia.

Alta durabilidade

Os painéis solares têm uma vida útil bem longa – de 12 anos, segundo os fabricantes, até 25 anos, conforme estudos. “Durante esse período, a produção de energia pode reduzir gradualmente, mas não de forma significativa, o que torna o investimento muito vantajoso a longo prazo”, destaca Andre.

Para tirar o melhor proveito dos equipamentos, Patrícia alerta ser importante investir em um material de boa qualidade. “Os inversores [usados para transformar a corrente contínua em alternada] e as baterias podem precisar de substituição antes do período máximo de duração das placas”, comenta a especialista.