Expansão
De acordo com a AIE, o crescimento esperado ocorre após as adições de capacidade renovável terem parado no ano passado pela primeira vez em quase duas décadas. Apesar disso, a expansão ainda permanece abaixo do necessário para cumprir as metas globais de energia renovável, alertou. “As energias renováveis já são a segunda maior fonte de eletricidade do mundo, mas sua implantação ainda precisa acelerar, se queremos alcançar metas de longo prazo para o clima, a qualidade do ar e o acesso à energia”, disse em comunicado o diretor executivo da entidade, Fatih Birol.
O relatório destaca os três principais desafios que precisam ser superados para acelerar a implantação de fontes renováveis:
- incerteza política e regulatória;
- altos riscos de investimento;
- integração de sistemas de energia eólica e solar fotovoltaica.
Segundo o relatório, a geração distribuída deverá representa quase metade do crescimento no mercado de energia até 2024. Aplicações comerciais e industriais dominam o crescimento fonte, representando três quartos das novas instalações nos próximos cinco anos. A agência explica que isso ocorre porque economias de escala combinadas com um melhor alinhamento da oferta fotovoltaica e da demanda de eletricidade permitem mais autoconsumo e maiores economias nas contas de eletricidade nestes dois setores.
Principais mercados de solar
O número de sistemas solares no telhado de residências deve dobrar para cerca de 100 milhões de sistemas até 2024, com os principais mercados sendo assim a Austrália, Bélgica, Califórnia, Holanda e Áustria. O grande incentivo são os custos declinantes. Esse valor entretanto já está abaixo dos preços de eletricidade no varejo na maioria dos países. E há potencial de retração adicional de 15% a 35% até 2024, tornando a tecnologia mais atraente e estimulando a adoção em todo o mundo por exemplo, estima a entidade.




