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Os desafios da internet das coisas (IoT)

IoT
Conforme um estudo do BNDES, a internet das coisas (internet of things – IoT) é uma infraestrutura global para a sociedade da informação. Essa, habilita serviços avançados por meio da interconexão entre coisas (físicas e virtuais), com base nas tecnologias de informação e comunicação (TIC). Em sentido amplo, trata-se não apenas de conectar coisas, mas também de dotá-las do poder de processar dados, tornando-as inteligentes. Por isso, a IoT vem ganhando espaço não somente pelo surgimento de tecnologias disruptivas, mas também pela evolução de um conjunto de tecnologias já disponíveis. Assim, estão se tornando mais acessíveis, possibilitando sua adoção em massa.
A IoT pode ser uma pessoa com implante de monitor cardíaco, um animal de fazenda com um transponder de biochip, um automóvel que tenha sensores embutidos para alertar o motorista quando a pressão do óleo estiver baixa ou qualquer outro objeto produzido pelo homem em que pode ser atribuído um endereço IP e é capaz de transferir dados através de uma rede. Cada vez mais, as organizações em diversos setores estão usando a IoT para operar com mais eficiência, compreender melhor os clientes para fornecer um atendimento aprimorado, melhorar a tomada de decisões e aumentar o valor do negócio.

Requisitos Básicos

Há três requisitos básicos para que um caso seja considerado como de IoT, conforme o quadro abaixo.
Por exemplo, um trator, além de arar a terra, passa também a coletar uma extraordinária quantidade de dados, que serão posteriormente analisados por uma aplicação hospedada em um data center, que produzirá relatórios para o agricultor tomar decisões sobre onde e quando plantar.
Em uma linha de montagem, sensores fornecem dados que são analisados e alertam sobre o melhor momento para realizar uma parada para manutenção. Os dispositivos vestíveis (wearables) fornecem informações ao médico sobre indicadores relacionados à saúde de um paciente. Veículos autônomos conseguem se comunicar para evitar acidentes.
Há três modelos mais comuns de envolvimento do Estado para o desenvolvimento de IoT, se for analisado o que vem ocorrendo em 12 regiões selecionadas segundo três critérios: posição de destaque em IoT, forte papel do Estado em IoT e desafios similares ao Brasil. As regiões escolhidas foram: Estados Unidos, Inglaterra, Coreia do Sul, Alemanha, Emirados Árabes Unidos, Japão, China, Cingapura, Suécia, Índia, Rússia e União Europeia.

Principais modelos

Os principais modelos de atuação adotados pelos Estados estudados são: papel ativo; formador do ecossistema; e elaborador de diretrizes e investidor em áreas-foco. Alguns países estão em estágio inicial de envolvimento, no qual ainda não está claro o papel que o Estado assumirá no futuro.
É possível identificar exemplos de países avançados no desenvolvimento de IoT, com diferentes modelos de atuação do Estado. Por exemplo, onde o Estado tem um papel ativo, o governo colabora com a consolidação do ecossistema e direciona os esforços. Já em outros países, como Estados Unidos e Reino Unido, onde o envolvimento do Estado é menos intenso, a posição de destaque global em IoT resulta principalmente da presença forte do setor privado. Dessa forma, a atuação mais adequada do Estado deve ser avaliada pelo contexto do país.
O modelo organizacional utilizado varia de acordo com o envolvimento do Estado e seus objetivos estratégicos. A maioria dos países, onde o Estado tem um papel ativo, adotou modelos robustos de governança, formados por conselhos executivos e consultivos, além de grupos de trabalho ou comitês temáticos. Tais grupos reúnem associações, alianças e consórcios formados por atores dos setores público e privado.

Países de Destaque

Há países com posição de destaque em IoT, apesar da adoção de modelos mais descentralizados. Isso ocorre porque esses países já possuíam um ecossistema inovador. Este é o caso das incubadoras e do consórcio de universidades no Reino Unido, ou das ações de coordenação focadas em verticais selecionadas nos Estados Unidos.
No estímulo à inovação, a maioria dos países atua através de investimentos diretos, elaboração de políticas públicas, criação de clusters, programas de suporte a pequenas e médias empresas, além de estímulo a startups e à demanda. Apesar das variações no papel do Estado, os governos vêm adotando ações para estimular o ecossistema e reduzir o risco da inovação. Tais ações consistem em contratos com o setor público, incentivos fiscais, aproximação de atores, geração de oportunidades de suporte e mentoria e promoção de uma cultura empreendedora.

Requisitos importantes

Para que o IoT prospere, é fundamental que ocorra investimento na formação, atração e retenção de capital humano. Atualmente, observa-se que os programas de capacitação estão em diferentes etapas, estando alguns países mais evoluídos e outros em fases iniciais.
Independentemente dos objetivos, os governos estão atuando em temas que exigem investimentos e coordenação entre os setores público e privado. Nos temas de regulamentação, a padronização é um dos mais críticos, porque não há uma estratégia única entre os países.
Alguns governos têm estimulado a elaboração de padrões abertos e/ou parcerias com diretrizes globais; outros têm adotado uma postura menos direta, transferindo para o mercado a definição de padrões em IoT. Outro tema relevante é a criação de leis e instituições específicas para regular questões de privacidade e segurança. Este assunto hoje debatido por todos os países analisados.

Definições

A definição da aspiração é um passo para direcionar os esforços e mobilizar os principais atores a endereçar objetivos relevantes. Nesse sentido, a análise de experiências internacionais forneceu importantes insumos para o exercício brasileiro.
A análise das aspirações dos países estudados permitiu inferir que as aspirações são definidas com base em duas dimensões: principal objetivo com relação à IoT: foram observados dois tipos principais de objetivos: atingir a liderança global em IoT, visando manter ou alcançar uma posição de vanguarda tecnológica. E assim, utilizar a IoT para solucionar desafios locais, como aumentar a competitividade ou melhorar a qualidade de vida.
Quanto ao número de verticais prioritárias, foram observados dois tipos principais de posicionamento: estratégia mais ampla, grande número de verticais; e esforços priorizados em um grupo mais restrito de verticais, como manufatura avançada e cidades inteligentes. Em linhas gerais, os países buscam se posicionar em quatro grupos:

Grupos principais

– Arquétipo 1: buscam a liderança global em IoT, tanto no desenvolvimento quanto na implementação. Entre os quais se destacam os Estados Unidos, Coreia do Sul e Reino Unido.
– Arquétipo 2: buscam liderança em verticais específicas; essa é a aspiração adotada por países que escolheram desenvolver de forma distintiva um número restrito de verticais. Fazem parte desse grupo a Alemanha, Japão e China.
–  Arquétipo 3: buscam utilizar a IoT para aumentar a competitividade e gerar bem-estar à população. Esses países focaram o desenvolvimento para aumentar a competitividade, gerar empregos e melhorar a qualidade de vida da população. O bloco econômico da União Europeia, a Suécia e a Rússia adotaram essa aspiração.
– Arquétipo 4: têm como aspiração a melhoria da qualidade de vida. Eles focaram o desenvolvimento de IoT em cidades inteligentes, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população. Entre os países que adotaram essa aspiração, destacam-se Cingapura, Emirados e Índia.

Estratégias

Não se pode esquecer de que um ecossistema da IoT consiste em dispositivos inteligentes habilitados para a internet. Estes usam processadores, sensores e hardware de comunicação integrados para coletar, enviar e atuar sobre os dados que adquirem. Os dispositivos de IoT compartilham os dados por uma conexão com um gateway onde estes são enviados para analise.
Às vezes, esses dispositivos se comunicam com outros relacionados e agem com base nas informações que obtêm. Os dispositivos fazem a maior parte do trabalho sem intervenção humana, embora as pessoas possam interagir. Por exemplo, configurá-los, dar instruções ou acessar os dados. Os protocolos de conectividade usados dependem em grande parte dos aplicativos de IoT específicos implantados.

Exemplos de sistemas IoT

A IoT pode oferecer uma série de benefícios para as organizações, permitindo monitorar seus processos de negócios globais; melhorar a experiência do cliente; economizar tempo e dinheiro; aumentar a produtividade dos funcionários; integrar e adaptar modelos de negócios; tomar melhores decisões de negócios; e gerar mais receita. A IoT incentiva as empresas a repensarem as formas como abordam os seus negócios e fornece-lhes as ferramentas para estratégias.
Informações segundo AdNormas

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